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mala postal a anna plácido, amante.

2.7.07


30 de Agosto em 2006.
.
Rua do Almada acima.
Rua do Almada abaixo.
Nada.
.

Da Praça ao Largo. Nada.
Cabeça no alto. Meio da rua. E nada.
.
Vejo artistas de calçada,
encontro amigos que pensava ter perdido.
Livros e Discos brilham Luzes de século XIX.
.

A vizinha pendura-se na janela a ver quem passa.
A ver-me a mim,
que passo
como eterna estrangeira na Cidade onde me procuro nas minhas infâncias.
Ou nas tuas.
Não sei.
..
Queria muito saber qual foi a soleira da tua porta
para nela me sentar
a lamber-te fachada oitocentista.
Para perceber que energia arrasta a tua história.
Para sentir como te encolheste no Camilo,
ou nas certezas que te calaram quando te estouraram dentro.
.

Hoje senti que o mundo está ao contrário, Anna.
Muda de humor, calor e pudor consoante a fachada que lhe ofereces em desafios de pega.
Ou então foi só o meu que ficou virado do avesso.
Voltei a apaixonar-me por um homem a quem não vi fachadas.
Desses mesmo,
que nos mudam o humor, o calor e o pudor.
.

Mas esse lado da história ninguém quer. Afinal prenderam-te para te deter.
Apenas porque viveste desse tamanho contra senso de, ao contrário do resto do mundo, seguires o teu peito sem freio.

.
Às vezes acho que só o teu Camilo soube raptar mulheres em Portugal. Onde o viste, Anna? Pela calçada? Foi num baile, sei que foi num baile. Mas, o que lhe viste? Não era breve, ameno ou leve. Em quantos textos te leste logo pela manhã? Cheirou-te Anna, determinado. E tu? Contavas as mulheres que por ele foram abandonadas como quem passa círculos de eterno retorno a um terço? Rezavas a quem? Em que deuses te travavas, te perdoavas? Onde te deixou a tua fé? Quanto o amaste tu, Anna? Alguma vez soubeste?
Deixa.
Eu sei.

.

Do céu, só ameaças.
Ameaça ruir, ameaça rasgar, ameaça enlouquecer-nos.
.
E dou comigo rua do almada acima,
rua do almada abaixo,
com os meus dez dedos embrulhados
a torcer para que alguém abra de vez a arca
como o noé.
.

A roupa já colou ao corpo.
Agora, é tarde.
Senti-me apanhada num campo de energia.
O corpo a ser puxado.
Levado.
Quase ido.
Ou partido.
Falei entusiasta a uma mesa de pequeno almoço de Sábado.
Quero muito desses Sábados. Desses segredos. Desses teus medos.
Ser amante, ser a outra, ser a mesma.
Quero abandonar esta minha fachada,
vê-la cair,
azulejo por azulejo,
na calçada onde me sento,
encolho
e te escrevo.
.
Ser a tinta da china de a(l)quém e de além dor.
. ..
Desta vez, Anna, quero além da dor.

posted by SCS
julho 02, 2007

6 Comments:

Blogger ângela marques said...

FABULOSOOOOOOOOO!!!!
Estou sem fôlego. Vamos, mulher toca a escrever sem parar.

3/7/07 14:02  
Blogger SCS said...

Lá está!
É porque sabe do que estou a falar.

Depois deste auge apaixonado veio Moçambique.

Fui atropelada em voo de sete metros de alma.
A realidade deixou de ser como a aprendi, conheci e encontro algumas dificuldades em escrever sobre outra coisa que não a realidade como a conheço, ou vivo. Não sei.

O mundo lá fora não é o que eu pensava ser.
Não poderia sequer tê-lo imaginado.

E perdida fiquei.
Já mergulhou alguma vez nas Marés Vivas de um Mar aqui do Norte?
É como ficar preso nesse tipo de Rebentação.
Às vezes joga com a nossa tão portuguesinha insegurança,
outras com a nossa quinhentista determinação.

Devo, porém, dizer-lhe que me descobri neste final de semana no além-dor.

Here we go again,
taking a chance on love!
S.

3/7/07 19:13  
Anonymous Anónimo said...

ena, ena, ena...

casei na casa dela:d


rpmt

3/7/07 23:28  
Blogger SCS said...

Foi nesse dia que fiquei presa na casa de banho dela..
Lembro-me perfeitamente!

:)

4/7/07 19:53  
Blogger ângela marques said...

só agora consegui entrar aqui nos comments... mas valeu a pena, se valeu...

7/7/07 11:58  
Blogger SCS said...

E quanto valeu..!

Obrigada pelo cuidado,
S.

7/7/07 20:12  

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