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Photografo, assim, o 7 de Setembro.

8.9.06



Não existem duas formas de assumir aspectos que carregamos connosco, assuntos que acordam a nossa atenção, ou a direcionam numa virada de pescoço.
Pessoalmente, não resisto a uma história de amor.

Uma das aprendizagens que colho nos trinta é esta,
a de não fugir aquilo que é meu,
que fala por mim.


Viro-me a Norte com a preguiça
de uma manhã que faz arrastar saliva entre os lábios,
com um Soneto de Século Ido,
ou com um Solar de namoradeiras em granito.

E fascina-me isso do que se faz em prol de um amor que dizemos sentir,
ou que achamos querer.
Como se andassemos meio perdidas a ousar espreitar todos os caminhos apontados, só para termos a certeza que não nos escapa A Possibilidade.
Para o garantirmos à nossa consciência, ou à nossa displicência.
E entramos mesmo em relações desenfreadas, daquelas a que ainda hoje encontramos cacos. Só porque tínhamos a certeza que, quando o amor nos virasse a cabeça para o vento de norte, haveria de ter aquela forma.
Aquela garantida forma.

Até lhe fazia um enquadramento sociológico, de atribuições conceptuais à forma de vida, de enlaces e de relacionamentos interpessoais.
Mas, hoje não..
Hoje não é dia para tais teorizações.
Entediantes pergaminhos!

Quando olhamos para trás, em ponderado rescaldo, percebemos que a única garantia que poderemos ter é a da dúvida.
Garantiram-me hoje que vou duvidar todos os dias.


Estive com a Matriarca de uma história de amor que sigo actos desde há oito anos.
Mãe de uma daquelas mulheres que na vida guardamos nos dedos de uma mão.
Centrada. Corajosa. E muito elegante.
Percebo melhor onde foi a filha roubar o charme..

Fez da passagem por três continentes a criação da sua própria comunidade.
Sei que vive a vida como ela lhe grita no peito, que o seu norte está no continente a sul e que qualquer provação que a tenha afastado das crias e dos ecos será ultrapassada.
Pelo meio de tantos sei’s, certezas e saberes, percebi que a única força que a vai conduzir de novo ao seu rumo é a consciência do espaço que ocupa o não garantido.
Aprendizagem que guardo no peito em jeito de vento virado.

Muito obrigado pelos momentos de cozinha hoje partilhados,
pela forma como me garantiu que a sua filha está,
agora,
a salvo de amores desenfreados
que perseguimos, por outros três continentes,
porque na vida queremos
apenas
descobrir um nosso como o seu.

posted by SCS
setembro 08, 2006