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mala postal a maria callas, amante.

quinta-feira


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Paris parece-me pele primorosa a trajar.
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Conheço-te a arritmia no peito,
a feição sem freio,
o rasgo a eito.
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Existe qualquer coisa no teu ar altivo-brioso que percebo.
Descubro a indolência,
lamurio supremo soprano que leva o corpo ao limite do arco.
E tenho dias em que personifico o conceito budista da impermanência.
A ausência. Ou a impertinência.
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Tens o amor como uma atitude.
Paradigma sem condição ou variável.
Arquétipo disforme, sem espaço a conforme.
A ética, a estirpe, o valor.
Como preceito, proémio, o teor.
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Que nos apontem os dedos que forem capazes de edificar.
Volúveis, emproadas, pesadas.
Estamos longe do facilitismo.
Entedia-nos o imediatismo.
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Ah, que nos matem com fome.
Que nos queimem a suor.
Que revirem o nosso corpo tantas vezes quantas precisarem de nos acreditar.
Que nos embebam, que nos inundem.
Que flutuem!
Não, não se contenham.
Bajulem, proclamem, exibam.
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Porque mesmo assim, em qualquer fim, continuamos hereges a cirandar Paris.
Porque te conheço a vida de atriz.
O para sempre é sempre por um triz.
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posted by SCS
21.8.08

2 Comments:

Blogger sokitsym said...

Podes achar completamente ridícula, e a prova de uma incomensurável falta de segurança, mas encontro nas tuas opiniões excelentes críticas.

Obrigado por me esforçares.

Sim, creio que a escrita é o descrever de um estado. E gosto que o meu leitor se aperceba que "alguém escreve". Alguém trabalha as palavras - daí o nome Arquiliteratura - Empreendimentos literários.

Gosto, especialmente, de confrontar o leitor com a questão da "decisão" e também da dúvida à priori.

Obrigado por tão honrosas palavras.

sexta-feira, agosto 22, 2008  
Blogger Vira Vento said...

Sim, não há nada mais fascinante do que entreabrir a porta e, bem ao jeito da esguelha, espreitarmos quem ali está a sentir, a pensar, a tentar.
Não posso concordar mais!

Mas não podes tu pensar que não vejo mais em ti pelo Adonis, pelo teu D. Dinis, ou pelo do fulminante Josué.

Aquilo que vamos pescar ao mundo para dar corpo a um corpo que queremos que exista agora, revela muito sobre a nossa sensibilidade.
E, nessa linha, uma chamada ao mundo real, onde o autor fisicamente se levanta para fumar um cigarro à janela e descobrir o que vai acontecer no instante que se segue, cria em mim a sensação de paragem na viagem onde me estavas a levar.
Dás e tiras.

Por outro lado, essa manipulação pode ser fascinante.
Já não sei!

eh eh

sexta-feira, agosto 22, 2008  

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